quinta-feira, 19 de março de 2015

DEPRESSÃO

A depressão é uma doença "do organismo como um todo", que compromete o físico, o humor e, em conseqüência, o pensamento. A Depressão altera a maneira como a pessoa vê o mundo e sente a realidade, entende as coisas, manifesta emoções, sente a disposição e o prazer com a vida. Ela afeta a forma como a pessoa se alimenta e dorme, como se sente em relação a si próprio e como pensa sobre as coisas. Para Elaine Fong, a depressão é uma doença afetiva, ou do humor onde há alteração psíquica e orgânica comprometendo o físico, os pensamentos e as emoções. O afeto é responsável pelo significado sentimental de tudo aquilo que vivemos. Portanto, quanto mais consciente sentimos a vida menos complicações teremos no futuro. Uma depressão é uma somatização dos fatos e acontecimentos do indivíduo, sendo que uma hora ou outra, haverá manifestação não só através da depressão, mas também de várias outras complicações. A Depressão é entendida, como um mal funcionamento cerebral do que uma má vontade psíquica ou uma cegueira mental para as coisas boas que a vida pode oferecer. A pessoa deprimida sabe e tem consciência das coisas boas de sua vida, sabe que tudo poderia ser bem pior, pode até saber que os motivos para seu estado sentimental não são tão importantes assim, entretanto, apesar de saber isso tudo e de não desejar estar dessa forma, continua muito deprimido. Portanto, as doenças depressivas se manifestam de diversas maneiras, da mesma forma que outras doenças, como, por exemplo, as do coração. Sintomas mais comuns da depressão • humor deprimido: tristeza, desânimo, pensamentos negativos; • falta de interesse pela vida, pelas pessoas, pelo trabalho, relacionamentos, etc. • falta de energia: cansaço físico e mental; • insônia ou excesso de sono; • em casos mais avançados: aparecimento de idéias delirantes e mesmo alucinações. No site Marimar, encontramos descritos os sintomas determinados ou agravado pelas emoções. São eles: Cardiologia: Palpitações, arritmias, taquicardias, dor no peito Gastroenterologia: Cólicas abdominais, epigastralgia, constipação e diarréia Neurologia: Parestesias, anestesias, formigamentos, cefaléia, alterações sensoriais Otorrino: Vertigens, tonturas, zumbidos Clínica Geral: Falta de ar, bolo na garganta, sensação de desmaio, fraqueza dos membros, falta de apetite ou apetite demais Ginecologia: Cólicas pélvicas, dor na relação, alterações menstruais Ortopedia: Lombalgias, artralgias, cervicalgias, dor na nuca Psiquiatria: Irritabilidade, alterações do sono (demais ou de menos), angústia, tristeza, medo, insegurança, tendência a ficar em casa, pensamentos ruins Dando continuidade no artigo do site Marimar, que relata o inicio do tratamento antidepressivo, bem como, estabelece o tempo e a natureza desse tratamento pode ser um pouco mais complicado. Pois é importante saber se a pessoa é deprimida ou esta deprimida. O bem estar e os benefícios do tratamento serão o mesmo nesses dois casos. Especificadores Se os critérios são atualmente satisfatórios para um episodio depressivo maior, os seguintes especificadores podem ser usados para descrever a condição clinica e as características atuais do episodio (DSM-IV pg. 366): • Leve, moderado, grave sem característica psicóticas, grave com características psicóticas • Crônico • Com características catatônicas • Com características melancólicas • Com características atípica • Com inicio no pós-parto. Dando continuidade com os especificadores do DSM-IV; se os critérios não forem totalmente satisfatórios para um episodio depressivo maior, os seguintes especificadores podem ser usados para d escreve a condição clinica do transtorno depressivo maior e as características do episodio mais recente: • Em remissão parcial, em remissão completa crônico • Com características catatônicas • Com características melancólicas • Com características atípicas • Com inicio pós-parto. Fatores da depressão No artigo da Bibliomed encontramos os principais fatores que causam a depressão, como veremos a seguir. Fatores Psico-sociais As pessoas que já experimentaram períodos de depressão relatam um acontecimento estressante como o fator precipitante da doença. A perda recente de uma pessoa amada é o fato mais citado, mas todas as grandes perdas (e mesmo as pequenas) causam um certo pesar. Acontecimentos traumáticos, como a perda súbita de um ente querido, ou mesmo eventos naturais como enchentes, podem causar uma depressão imediata, sendo necessário um longo período de recuperação. A maioria das pessoas supera este estado sem se tornar cronicamente deprimida. Alguns fatores genéticos ou biológicos podem explicar a maior vulnerabilidade de certas pessoas. A existência ou a ausência de uma forte malha social ou familiar também influenciam – positiva ou negativamente – na recuperação. Fatores Biológicos Alterações nos níveis de neurotransmissores (principalmente serotonina, acetilcolina, dopamina, epinefrina e norepinefrina) relacionam-se à susceptibilidade para depressão. Alguns hormônios também podem ter um papel importante – ainda que isto não esteja muito claro. Ainda, atrofias em certas áreas do cérebro (particularmente no lobo pré-frontal) responsáveis pelo controle das emoções e produção de serotonina são responsáveis por distúrbios depressivos importantes. Outras possíveis causas de depressão Medicamentos como betabloqueadores, corticosteróides, anti-histamínicos, analgésicos e anti-parkinsonianos podem causar depressão, bem como a retirada de qualquer medicação utilizada no longo prazo. Fatores de risco para depressão No artigo da Bibliomed, qualquer pessoa que já passou por um episódio de Depressão Maior possui uma chance de 50% de apresentar outro episódio – podendo acumular 4 a 5 episódios por toda a vida. Algumas pessoas apresentam crises depressivas recorrentes separados por vários anos de sanidade mental. Outras passam por crises repetidas separadas por breves períodos normais. Infelizmente, cerca de 35% das pessoas apresentam uma depressão crônica que nunca desaparece, nem mesmo com o tratamento adequado. O problema parece estar crescendo. Neste século, cada geração teve mais episódios de depressão que a anterior, e cada vez em idade mais tenra. Mulheres A correspondência de casos de depressão entre mulheres e homens é de 2:1. Não se sabe exatamente porquê isto ocorre – hereditariedade, desequilíbrios hormonais, maneira de lidar com as próprias emoções, maior facilidade em diagnosticar depressão em mulheres, pior situação sócio-econômica, abuso físico e sexual, etc. A depressão pós-parto, também conhecida por postpartum blues pode se manifestar com intensidade variável, tornando-se um fator que dificulta o estabelecimento de um vínculo afetivo seguro entre mãe e filho, podendo interferir nas futuras relações interpessoais estabelecidas pela criança. Apesar das controvérsias, vários fatores podem ser mencionados como possível causa da depressão pós-parto. Fatores biológicos São os resultantes da grande variação nos níveis de hormônios sexuais (estrogênio e progesterona) circulantes e de uma alteração no metabolismo das catecolaminas causando alteração no humor, podendo contribuir para a instalação do quadro depressivo. Fatores psicológicos São os originados de sentimentos conflituosos da mulher em relação • a si mesma como mãe, • ao bebê, • ao companheiro e • a si mesma como filha de sua própria mãe. Alguns outros fatores relacionados às condições do parto, à situação social e familiar da mulher gerando sobrecarga podem desencadear esses distúrbios. Sintomatologia A intensidade dos sintomas geralmente define os diferentes quadros depressivos do período pós-parto. A Depressão Pós-Parto (Postpartum blues), é um distúrbio emocional comum, podendo ser considerada uma reação esperada no período pós-parto imediato e que geralmente ocorre na primeira semana após o parto. Entre 50% a 80% de todas as mulheres apresentarão reações emocionais. Os sintomas incluem crises de choro, fadiga, humor deprimido, irritabilidade, ansiedade, confusão e lapsos curtos de memória. As reações emocionais não psicóticas ocorridas no período de pós-parto se resolvem espontaneamente em até seis meses, sendo que o manejo consiste em deixar a paciente verbalizar seus sentimentos, enfatizando a normalidade da sua alteração. Crianças Acontecimentos desagradáveis na escola ou em casa podem desencadear uma crise depressiva, no entanto, quando durar mais de duas semanas, torna-se preocupante. Crianças deprimidas tornam-se irritadiças, cansadas ou ansiosas. Podem perder o interesse em suas atividades habituais, recusar a ir para a escola ou se auto-agredir. Até mesmo crianças de 5 ou 6 anos de idade podem tentar o suicídio. Em geral, a depressão dura cerca de 7 meses, e as chances da criança vir a apresentar um novo período depressivo são grandes. A consulta médica é imprescindível para se confirmar o diagnóstico de depressão e, principalmente, excluir a possibilidade de outras doenças. Algumas crianças e adolescentes podem necessitar de medicamentos antidepressivos, mas os remédios devem ser utilizados como parte de um tratamento que inclua acompanhamento psicoterápico. Entretanto, ainda existe muita controvérsia quanto ao uso de antidepressivos nesta faixa etária. Em geral, os antidepressivos tricíclicos são a primeira escolha, pois seus efeitos já são bastante conhecidos. A principal preocupação com seu uso é o risco de morte, principalmente decorrente de problemas cardíacos, que tem sido associada ao uso de desipramina (um tipo de tricíclico) em jovens hiperativos. Adolescentes Muitas pessoas experimentam sua primeira grande crise de depressão durante a adolescência, ainda que não o saibam. Comumente ocorre entre os 15 e 19 anos de idade e o suicídio é sempre uma preocupação nesse grupo. Pode manifestar-se como baixa auto-estima, consumo de drogas e/ou abuso de álcool, abandono da escola, problemas com a autoridade, comportamento anti-social, pessimista, supersensível, pouco cooperativo ou agressivo. Uma vez que estes padrões de atitude são, até certo ponto, considerados normais por nós em um adolescente, não é de se espantar que muitos casos de depressão neste grupo permaneçam não-diagnosticados e sem tratamento adequado. Idosos Estima-se que cerca de 20% das pessoas acima de 65 anos de idade apresentem distúrbios depressivos. Na verdade, a depressão é 4 vezes mais comum nesta faixa etária que na população em geral, e o risco de suicídio para pessoas com mais de 65 anos é 15 vezes maior. A depressão não faz parte do envelhecimento, apesar de se acreditar justamente o contrário. Uma vez que esta doença causa dificuldade de concentração, indiferença, problemas de memória e desorientação, freqüentemente ela não é percebida, sendo confundida com senilidade. Cerca de 12% dos idosos com diagnóstico de demência na verdade estão deprimidos (associações entre demência e depressão também são possíveis). Muitas das doenças que acometem os idosos podem se manifestar como depressão: doença de Parkinson, doenças da tireóide, doenças pulmonares, deficiências de vitaminas, câncer e derrame. Uma vez que o metabolismo diminui com a idade, geralmente os idosos necessitam de uma dose menor de antidepressivos para obter uma boa resposta. Tratamento O site Marimar, apresenta os antidepressivos como drogas que aumentam o tônus psíquico melhorando o humor e, conseqüentemente, melhorando a performance psíquica de maneira global. Apesar de vários fatores contribuírem para a etiologia da depressão emocional, entre eles destaca-se cada vez mais a importância da bioquímica cerebral. A ação terapêutica das drogas antidepressivas tem lugar no Sistema Límbico, o principal centro das emoções. Este efeito terapêutico é conseqüência de um aumento funcional dos neurotransmissores na fenda sináptica, principalmente da Norepinefrina (NE) e/ou da Serotonina (5HT) e/ou da dopamina (DO), bem como alteração no número e sensibilidade dos neuroreceptores. do Sistema Límbico o local de ação das drogas antidepressivas empregadas na terapia dos transtornos da afetividade. O fator mais importante para a recuperação do depressivo é que a pessoa seja acolhida por outras pessoas que cultivem o amor incondicional e o não julgamento.

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